sábado, 19 de março de 2016

O Espírito Santo, rios de água viva.



Das várias figuras que as Escrituras usam para comparar Deus está a água. Para os personagens bíblicos, Deus é uma fonte de água viva, um manancial de água cristalina e perene, o elemento mais usado pelo homem, e mais importante para sua sobrevivência, a água.
Em João 7 o Espírito Santo é comparado a um rio de água viva que flui no interior daqueles que creem em Jesus Cristo.
 João 7.37-39
37 No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.
38 Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.
39 Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.
Destes versos destaca-se três verdades:
1-      Jesus faz um convite
2-      Jesus mostra a excelência do convite
3-      João explica o significado do convite

No verso 37 João registra que esse convite feito por Jesus se deu no último dia da festa, se observares nos versos anteriores, notarás uma referência a festa dos Tabernáculos, que durava sete dias. Nesse período os judeus faziam tendas e moravam nelas, para lembrar o período em que viveram no deserto, quando saíram do Egito. Era comum o rito de tirar água e acender lâmpadas.
Usando esta prática dos judeus, Jesus faz um convite a eles: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba”. Jesus cita Isaías 55.1 onde Deus convida ao seu povo a saciar sua sede nEle.
Durante alguns séculos antes de Jesus, desenvolveu-se a tradição de que, nos sete dias da Festa dos Tabernáculos, um vasilhame de ouro cheio de água provinda do poço de Siloé, era levado em procissão pelo sumo sacerdote para o Templo.
Quando a procissão chegava ao Portão da Água no lado sul do átrio interno do templo, três toques de trombetas eram soados para marcar a alegria da ocasião, e o povo recitava Is 12.3: “Vós com alegrias tirareis, tirareis água das fontes da salvação”.
No templo repleto de espectadores, os sacerdotes marchavam em volta do altar com o vasilhame cheio de água, enquanto o coral do templo cantava os salmos 113-118. A água era oferecida em sacrifício a Deus na hora do sacrifício matutino. O uso da água simbolizava a bênção de chuva adequada para as plantações.
Jesus usou esse acontecimento como lição prática e oportunidade para fazer um convite público no último dia da festa para as pessoas o aceitarem como a água viva.
Se alguém tem sede, venha a mim e beba.

Jesus mostra o resultado na vida de quem aceita o seu convite. Diferente da expectativa do povo de bênçãos materiais provindos da chuva, Jesus mostra a excelência de suas bênçãos espirituais sobre a vida daqueles que aceitassem o seu convite.
38 Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Provavelmente Jesus está citando Isaías 58.11 que diz: O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam.
Para quem morava em um ambiente árido e dependente de água, essa mensagem de Jesus é muito impactante. E olhando as várias promessas de Deus para Israel no AT, notamos que sempre água e rios estão envolvidos.
Is 12.3: “Vós com alegrias tirareis, tirareis água das fontes da salvação”.
Is 43.20 “Os animais do campo me glorificarão, os chacais e os filhotes de avestruzes; porque porei águas no deserto e rios, no ermo, para dar de beber ao meu povo, ao meu escolhido”,
Is 44.3 - Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes;
Ez 47.1 - Depois disto, o homem me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas de debaixo do limiar do templo, para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas vinham de baixo, do lado direito da casa, do lado sul do altar.
Mas o que Jesus quis dizer com “do seu interior fluirão rios de água viva”. Esta é uma das passagens que agradecemos a Deus por já ter sua interpretação.
João faz a observação que Jesus estava se referindo ao Espírito Santo, viria sobre aqueles que cressem em nEle.
O Espírito Santo era uma promessa desde o Antigo Testamento. A passagem de Isaías 44.3 compara a vinda do Espírito como a água sobre a terra.
Is 44.3-4 - Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes; e brotarão como a erva, como salgueiros junto as correntes de águas.
Jesus mostra muito claramente ser a fonte da água da vida, e o seu Espírito o rio de água viva. Como mencionamos, para uma terra seca e árida a ilustração da água causaria um impacto muito forte.
Jesus ainda acrescenta que o Espírito Santo, até aquele momento ainda não havia sido dado, pois Jesus ainda não tinha sido glorificado. O ministério pleno do Espírito Santo, só se daria quando Jesus fosse para o céu e o enviasse como o consolador.
Algumas lições:
Aqueles que ainda não creram em Jesus nunca desfrutarão de uma vida abundante, apenas uma grande seca.
Aqueles que creram em Jesus podem ter a certeza que o Espírito Santo transformará sua vida que é como um deserto, em um grande pomar.
Aqueles que creram em Jesus podem ter a certeza da habitação do Espírito Santo em sua vida. Na verdade, ele é o penhor da nossa salvação. Ef 1.13-14.
Aqueles que creram em Jesus devem zelar para que suas vidas exalem a vida plena do Espírito Santo.
Aqueles que creram em Jesus devem entender que vida plena em Jesus se dá pela ação espiritual do Espírito Santo produzindo nova vida e transformação a cada dia.
Aqueles que creram em Jesus precisam valorizar a vida no Espírito Santo, enchendo dEle, e nunca o entristecendo. 

sábado, 1 de agosto de 2015

Se o mundo vos odeia



Há algumas semanas o nosso Brasil sofreu um dos maiores ataques públicos dos últimos tempos ao cristianismo. Acredito que vocês já sabem de qual evento desastroso estou falando.
Neste evento demoníaco e carnal, patrocinado por muitas instituições conhecidas no país, os diversos símbolos da fé cristã foram profanados, ridicularizados, em atitude de repúdio e aversão aos princípios fundamentais das Sagradas Escrituras, como por exemplo, a família, e o casamento entre o homem e mulher, como foi estabelecido por Deus desde o princípio.
O meu objetivo neste pequeno artigo é justificar a atitude cristofóbica da massa brasileira naquela grande passeata, onde os símbolos de nossa fé foram profanados. Justificar? Como aquilo pode ser justificado? Para não correr o risco de errar, ou mesmo de falar o que eu acho ou não acho, vou apresentar a justificativa que Jesus deu para tais atos. Justificar não no sentido de defendê-los, mas de mostrar a razão pela qual eles foram realizados.
No capítulo 15 do evangelho de João, Jesus trata de dois assuntos: versos 1-17 fala o fruto do amor que eles deveriam dar, e dos versos 18 em diante trata sobre as perseguições que o mundo iria proporcionar aos seus discípulos por causa do seu nome. E nesta parte, Jesus justifica todos aqueles atos de profanação e ridicularização contra a fé cristã. O ódio do mundo.
Jesus apresenta três razões pelas quais o mundo nos odeia. O mundo nos odeia porque odeia Jesus, o mundo nos odeia porque não pertencemos a ele, o mundo odeia a Jesus e a nós porque não conhece a Deus.  
Ao afirmar que o mundo odeia os discípulos, Jesus estava se referindo as pessoas que são influenciadas pelas ideias satânicas, que vivem segundo a ordem mundana que é contrária aos valores de Deus. As pessoas influenciadas pelo sistema mundano iriam odiar os discípulos, i.é., sentir antipatia, mas não somente isso, iriam sentir uma hostilidade permanente. Iriam tratar os discípulos com aversão e até guerra.  
Jesus deixa muito claro que esse ódio permanente do mundo era devido ao ódio por Ele. Ele diz que primeiro o mundo o odiou, sendo o primeiro alvo do ódio do mundo.
O nome Jesus que carregamos tem esse poder de despertar ódio no coração daqueles que obstinadamente rejeitam os mandamentos de Jesus, que se recusam a dar ouvidos a voz do Espírito Santo de Deus, que preferem viver em suas práticas abomináveis a viver para honrar o nome de Jesus, que não aceitam ser contrariados, que são seguidores de Satanás e seguem seus ideais mundanos.
No verso 19 Jesus apresenta a segunda justificativa do ódio do mundo por nós: é que não somos do mundo. Jesus assegura a seus discípulos que se eles fossem do mundo, receberiam o amor do mundo, o mundo iria amá-los, aplaudi-los. Mas como Jesus os escolheu do mundo, eles seriam odiados.
O ódio do mundo por nós autentica a nossa origem celestial, é uma espécie de termômetro da vida espiritual dos discípulos.
Se o mundo nos odeia, é porque estamos fazendo nosso papel como cidadão celestial; se o mundo nos odeia, é porque como igreja estamos rompendo com as portas do inferno, estamos resgatando, com a mensagem redentora, os cativos de Satanás, estamos travando uma guerra contra as forças espiritais do mal, nas regiões celestiais.
Se o mundo nos odeia é uma prova que estamos guardando firme a nossa confissão de Fé, e não estamos abrindo mão dos princípios divinos. É uma grande prova que estamos indo na contra mão do sistema caído.
Não pertencemos a esse mundo, a igreja não pode ceder às pressões do mundo. A igreja não pode se adequar ao sistema mundano, a igreja não pode abrir suas portas ao mundo, mas sim o inferno é que tem que reforçar seus ferrolhos.
Jesus ainda apresenta uma terceira justificativa para o ódio do mundo. No verso 21, Jesus falando sobre a perseguição, vai enfatizar que eles farão isto por não conhecerem aquele que o havia enviado. O Deus PAI.
Nos versos 22 em diante, Jesus vai mostrar que o fato dele ter vindo e confrontado os seus pecados, eram indesculpáveis. Jesus veio aos judeus, anunciou-lhes as boas novas, expôs os seus erros, fez sinais e maravilhas, no entanto, ao invés de se arrependerem, eles passaram a odiar Jesus.
Se o mundo nos odeia é porque não conhece a Deus. De fato, o mundo não conhece verdadeiramente a Deus. Na verdade, há muitas igrejas que não conhecem a Deus, quanto mais o mundo.
Se hoje o mundo nos odeia é porque esse mundo sabedor de suas práticas pecaminosas, confrontados por elas, não quer se arrepender, não quer se voltar para Deus.
Se o mundo nos odeia, devemos dar glória a Deus, pois é uma prova que estamos fazendo a diferença, não nos conformado a Ele.
Se o mundo nos odeia, saiba que odeiam também a Jesus, ao Deus Pai, ao Espírito Santo, e irão prestar contas por isso.
Se o mundo nos odeia, em nenhum momento, sejamos recíprocos em relação aos sentimentos, pelo contrário, demonstremos amor a estas almas carentes de salvação. O mundo não precisa ser odiado por nós, ele precisa ser amado e alcançado com a mensagem que irá libertá-los da escravidão do pecado.

Francisco Soares Teixeira Júnior

  

 

   

quinta-feira, 25 de junho de 2015

SUPORTANDO OS SOFRIMENTOS E MANTENDO A FÉ COM A PALAVRA DE DEUS




O que fazer nos momentos de tristeza e angústia? O que fazer nos momentos de intenso sofrimento e dor? O que fazer quando as pessoas nos perseguirem e quiserem causar males a nossa vida? O que fazer quando nos sentirmos cansados de esperar que os tempos maus passem? O que fazer quando formos perseguidos injustamente? O que fazer quando a nossa vida estiver em risco de morte?
Apesar destas muitas perguntas gerarem muitas respostas, sendo estas diversas, houve um homem que respondeu para nós todas elas fundamentado em uma única solução.
Você sabe como podemos enfrentar as adversidades da vida? A resposta está no último texto da nossa campanha de oração, nos salmos 119.81-88.
Os Salmos 119 é o maior salmo da Bíblia, pois ele foi organizado dentro de um padrão literário chamado acróstico. Este salmo usa todas as letras do alfabeto hebraico (22), sendo que a cada grupo de oito versículos ocorre a mudança de letra, por isso que ao multiplicar 8 x 22 encontramos o total de versículos do salmo, 176.
Os versos de 81-88 estão na seção KAF, a décima primeira consoante do alfabeto. Neles o salmista mostra que somente com a Palavra de Deus podemos suportar os sofrimentos e manter a nossa fé em Deus.
Dos versos 81-84 o salmista descreve seus sofrimentos. Não sabemos especificamente quais eram seus sofrimentos, mas os resultados destes em sua vida ficam muito evidentes.
Ele relata que sua alma está desfalecida por aguardar a salvação de Deus. Ele também diz que seus olhos estão esmorecidos de esperar pelas promessas e o consolo de Deus
Tanto o verbo desfalecer quanto o verbo esmorecer são traduções da mesma palavra no texto do Antigo Testamento. Este verbo era usado para indicar uma coisa que é usada até o fim, algo que definhou, gastou-se, foi consumida.
O salmista tem uma sensação de esgotamento, sua espera pela salvação de Deus estava fazendo sua alma chegar ao fim, da mesma forma ele descreve sua atitude de esperar as promessas de Deus, seus olhos estavam esmorecidos, quer dizer, usados, gastados de tanto olhar, de tanto esperar.
Ele também se sente como um alguém inútil ao se comparar a um odre na fumaça – um recipiente que não serve mais, pois a fumaça e o calor fazia com que o odre de couro ficasse enegrecido e encolhido.   
Ele percebe quão sua vida é curta ao perguntar para Deus quantos seriam ainda os dias da sua vida e quando o Senhor iria fazer justiça aos seus perseguidores.
Apesar de todo o seu sofrimento e dor o salmista não se afogou, o salmista não caiu em uma profunda depressão, ou qualquer outras sídromes que são caracteríticas de nossa época. Mesmo em meio as aflições ele consegue reagir por reconhecer o grande poder da Palavra de Deus.  
Como vimos, apesar de sua alma está desfaleida, seus olhos esmorecidos, ele espera pelas promessas da Palavra de Deus. A ideia do termos esperar é descrita como alguém que aguarda longamente, esperar com confiança. Ele desistiria de olhar para o horiazonte, de onde viria sua salvação, por mais que sua visão estivesse embaçada, ou mesmo se não enxergasse mais nada, ele com os olhos da fé, estaria esperando o tempo necessário para Deus o salvar, pois confiava nas promessas da Palavra de Deus.
Apesar dele sentir-se inutilizado, ele não esquece dos decretos de Deus, quer dizer, ele não desconsidera Deus, não ignora seus mandamentos, não vai atrás de seguir outros deuses por estar com medo do sofrimento ou se sentir ameaçado. 
E mesmo percebendo quanto sua vida era curta ele espera pela justiça de Deus.  
Na segunda parte da seção KAF, o salmista descreve seus inimigos. Eles são perseguidores, soberbos, pois cavaram covas para ele, são injustos, pois os perseguem sem motivos, são cruéis, pois quase deram cabo dele, isto é, quase fizeram que a sua vida acabasse.
Mas, novamente encontramos reações do salmista mediante as ameaças e o caráter dos seus inimigos.  Ele entende a atitude dos inimigos - Não andam segundo a lei de Deus. Eles são descrentes, o que esperar dele? Ele entende a  veracidade dos mandamentos de Deus.
Ele não desiste da Palavra de Deus. Mesmo correndo risco de vida ele não deixa os preceitos de Deus, i.é., ele não solta a mão de Deus, ele não abandona Deus, continua firme, desejando ser vivificado, para guardar os mandamentos de Deus, pois ele crê no poder da Palavra de Deus.
Este salmo me fez perceber o quanto estamos distante de reconhecer o poder que a Palavra de Deus tem na vida daqueles que a buscam verdadeiramente, e o quanto não valorizamos a Palavra de Deus, seja por não lermos, por falarmos sobre ela, por não prestarmos atenção as pregações nos cultos, ou mesmo não obedecermos suas ordens, pois isso, fica o grande alerta para nós.
Como suportar os sofrimentos e manter a nossa fé em Deus? Amando, valorizando, não abandonando, e lendo a Palavra de Deus. Ela é o nosso grande tesouro, o bem mais valioso que o crente pode ter.  
Portanto, por maior que seja o teu sofrimento espera confiante na Palavra de Deus. Por mais que as tuas lutas esgotaram tuas forças, não esqueces da Palavra de Deus.






domingo, 24 de maio de 2015

Lembrado


Talvez hoje estamos correndo atrás de muitas coisas na vida, e estas ações intencionalmente ou não vão nos refletir para o meio em que vivemos, quer dizer, as pessoas vão criar uma imagem de nós a partir daquilo que podem ver externado nas nossas vidas.
Mas, como vamos ser lembrados? Tendo pretensão ou não, é fato que vamos ser lembrados, e talvez muito de nós estejamos procurando impressionar o mundo com as coisas fúteis desta vida, coisas que nos dão prazeres momentâneos, e que em sua essência são passageiras e que facilmente podem ser arrancadas de nós.
Como queremos ser lembrados? Como os grandes faraós, estamos acumulando títulos, riquezas, fama, grandes feitos, como se pudéssemos desfrutar deles na vida após túmulo. Tudo o que produzimos em termos de valores desse mundo, acabará durante e ao findar desta vida, e talvez sejamos lembrados por eles.
Nas Escrituras encontramos o registro da história de homem e pelo que ele foi lembrado. A história dele é riquíssima e cheia de lições espirituais para a vida.
Das várias intenções do autor do livro, gostaria de destacar ênfase dada por ele sobre a lembrança que devemos ter dele sempre que ouvirmos o seu nome. O que o autor destaca apesar de mencionar na sua história, não são os seus feitos, suas riquezas, sua influência, sua família, sua ascensão, seu declínio, sua restauração, mas algo que ninguém pôde tirar dele: “O SEU CARÁTER SANTO”.
Estou falando sobre Jó, sua história se deu no período dos patriarcas, mas o livro foi estruturado no período dos reis, por isso é considerado como poesia.
O caráter santo de Jó é destacado logo no início do livro pelo autor: Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Jó 1.1”. o autor ainda destaca que Jó tinha um cuidado especial com a vida espiritual de seus filhos, santificando-os e sendo um sacerdote dos seu lar: “Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente. Jó 1.5”.
             Na sequência o caráter santo de Jó é assunto duas vezes de conversa entre Deus e Satanás. “Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Jó 1.8”. “Perguntou o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Ele conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa. Jó 2.3”.
            A santidade de Jó apesar de duvidada é reconhecida pelo próprio Satanás: Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus?Jó 1.9”.
            A santidade de Jó também foi reconhecida por sua esposa: Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre. Jó 2.9”.
            Os amigos de Jó também sabiam do seu proceder santo, apesar de o terem acusado de ter pecado. Olha o que diz Elifaz a Jó: Porventura, não é o teu temor de Deus aquilo em que confias, e a tua esperança, a retidão dos teus caminhos? Jó 4.6.
Em várias partes do livro podemos notar o entendimento e o compromisso de Jó com a santidade. Em Jó 28.28 Ele relata que Deus estabeleceu a sabedoria E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento. E no capítulo 31 ele apresenta um padrão ético de santidade que havia desenvolvido com o próximo e com Deus.
            Apesar de Jó hoje ser lembrado como alguém que teve paciência, como menciona Tiago, ele também deve ser lembrado muito mais por seu caráter santo,  que de fato o capacitou para ser paciente diante das provações que passou.
            E nós? Como queremos ser lembrados? Ou como vamos ser lembrados? O que queremos é o nosso desejo, aquilo que imaginamos de como vamos ser lembrados. Como vamos ser lembrados fala do resultado das nossas ações, que muitas vezes discordará dos nossos desejos.
            Com o tempo, os nossos títulos serão apenas papeis velhos e mofados, os nossos bens como algo que vamos deixar para os outros; os nossos feitos, obscurecidos por realizações maiores; a nossa fama evaporada.
            Mas sabe o que não podem tirado de nós? O que não será esquecido nesta vida e na eternidade? O nosso caráter santo, a nossa vida de temor a Deus. Deus nunca esquecerá de nós, da nossa vida de santidade a Ele, das nossas lutas contra o mundo, o Diabo e a nossa natureza pecaminosa.
            Acredito que é assim que devemos ser lembrados. Como homens e mulheres que tiveram uma vida de temor a Deus, como homens e mulheres que durante sua vida se desviaram do mal, que foram íntegros e retos diante de Deus e dos homens.

            Deus se lembrarás de nós, e o nosso desejo deve ser que Ele se lembre como Jó: “Observaste o meu servo _____________? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.”  .

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

NATAL DATA DE CONSOLAÇÃO DA ALMA



É a festa do seu aniversário, todos estão sabendo e por isso preparam-se para celebrar. Todos compraram roupas novas, sapatos, cuidaram de sua aparência para impressionar neste natal, na verdade é uma grande festa que acontece uma vez no ano.
Também muitos compraram presentes para amigos, familiares e até para desconhecidos. Não esqueceram dos alimentos, haverá grandes ceias nesta data.
Todos irão se cumprimentar e dizer uns aos outros: Feliz Natal com belos sorrisos. Por um momento, as tristezas da vida serão esquecidas, as inimizades acabadas e as indiferenças, deixadas de lado, tudo por conta da magia do natal.
No entanto, depois da festa, tudo volta como era antes, e muitos acreditem, mais vazios do que já estavam. Por que? Por que será que isso acontece? Por que esse espírito natalino não perdura por mais tempo? Por que as pessoas não continuam caridosas e sorridentes por mais dias? Por que a cidade não continua bem iluminada e bonita durantes as noites?
A grande razão é que a maioria das pessoas estão celebrando um aniversário sem conhecer o aniversariante, estão bonitos e arrumados, mas não para o dono da festa, compraram presentes, mas não para Jesus, na verdade estão usando a comemoração do aniversário de Jesus, para si mesmos.
Por isso, a magia do natal só durará uma noite, seus belos sorrisos, suas ações caridosas, suas felicitações, se encerarão quando a noite acabar, e muitos continuarão com suas vidas vazias e procurando sempre outras comemorações para entreterem suas almas vazias, ano após ano.
Esse é o tipo de natal que já celebramos, que muitos pelo mundo estão celebrando, e que por muito anos pela frente irão celebrar. Um natal sem Jesus. O verdadeiro sentido do natal foi sufocado pelo comércio, pelo consumo, pelos presentes, pelas confraternizações, e por isso, os homens continuam mais vazios do que já são.
Todavia, para não cairmos nesse erro, gostaria de apresentar uma história de uma pessoa que para ele o natal significou: tempo de consolação da alma.
Sua história é apresentada por Lucas em seu respectivo livro. No capítulo 2 Lucas narra o nascimento de Jesus, o anúncio dos anjos aos pastores, a circuncisão, e a apresentação dEle no templo.
Não sabemos muito sobre quem ele era, sua descendência, sua cidade, seus familiares, mas Lucas nos dá as informações necessárias para impactar nossa vida.
Falamos que para ele Natal significou tempo de consolação da sua alma, e através do texto de Lucas 2.25-32, podemos notar duas atitudes que ele tomou para ter sua alma consolada.  
Em primeiro lugar notamos que Ele preparou sua alma para ser consolada.
Seu nome era Simeão e morava em Jerusalém. Lucas o descreve como alguém de um caráter espiritual. Era um homem de destaque por sua justiça, piedade, esperança e ação do Espírito Santo em sua vida.
Observe comigo o texto de Lucas 2.25-27:

Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.

Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.

Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava,


Simeão havia cultivado uma excelente vida espiritual diante de Deus. Seu comportamento era de justiça, de piedade, de esperança. Fica muito claro a influência do Espírito Santo em sua vida.
Simeão havia se preparado para receber a consolação de Deus. Seu comportamento não era técnico como os dos fariseus, que haviam aprendido a se portar como justos, mas que na verdade como Jesus falou, eram grandes hipócritas, atores, que para ganhar galardões dos homens, incorporavam pessoas espirituais, quando na verdade suas vidas eram vazias e sem Deus.
Simeão era diferente, seu caráter expressado através de suas ações eram o resultado de uma busca espiritual por Deus, de uma vida controlada pelo Espírito Santo de Deus, por isso ele esperava a consolação de Israel.
A Consolação de Israel era um título messiânico, claramente derivado de versículos como:
Isaías
25.9: Naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o SENHOR, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos.
40.1-2 Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.
Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniqüidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do SENHOR por todos os seus pecados.
66. 10-14 Regozijai-vos juntamente com Jerusalém e alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; exultai com ela, todos os que por ela pranteastes,
para que mameis e vos farteis dos peitos das suas consolações; para que sugueis e vos deleiteis com a abundância da sua glória.
Porque assim diz o SENHOR: Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio, e a glória das nações, como uma torrente que transborda; então, mamareis, nos braços vos trarão e sobre os joelhos vos acalentarão.
Como alguém a quem sua mãe consola, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados.
Vós o vereis, e o vosso coração se regozijará, e os vossos ossos revigorarão como a erva tenra; então, o poder do SENHOR será notório aos seus servos, e ele se indignará contra os seus inimigos.

 Simeão esperava essa consolação de Deus, tempo em que o Messias viria, e salvaria o seu povo, tempo em que Deus perdoaria as iniquidades do seu povo, dando-lhes a paz espiritual.
Simeão era alguém preparado para ser consolado por Deus. Talvez muito de nós já ficamos esperando algo, ou alguém, mas a maneira como esperamos é que difere de pessoa para pessoa.
Simeão aguardava a consolação de sua alma com devoção, com amor a Deus, era uma espera cautelosa, cuidadosa. Uma espera que não perdeu o foco, apesar de sua aparente demora.
Hoje, assim como Simeão, esperamos também a consolação de Jesus, o dia em que o pecado será extinguido da nossa vida, nossas lágrimas serão enxugadas, e toda nossa alma satisfeita em Deus. A pergunta é: como esperamos?
Esperamos como Simeão? Ou esperamos como aqueles que enquanto esperam algo, se envolve em outras ocupações? Na verdade, é chato esperar. Quem gosta de ficar esperando?
  Muitas vezes somos como uma criança que o pai prometeu levá-la em um passeio maravilhoso, desejado, um passeio único no ano. A criança se arrumou e ficou a esperar o pai que viria por volta das duas horas da tarde.
Mas a ansiedade da criança, fez com que aqueles minutos de espera se tornassem uma eternidade, e o convite dos amigos como algo que poderia ser aceito enquanto o pai chegava.
O problema é que naquele dia havia chovido, e muita lama tinha acumulado, e a brincadeira das crianças era futebol. A criança foi brincar, sujou suas roupas e quando o pai chegou, não a pode mais levá-la, porque o passeio tinha hora marcada, e o tempo que seria gasto no banho, iria atrasá-los. Aquela criança trocou algo que poderia fazer todos os dias, por algo que só teria oportunidade um dia.
Estejamos prontos para a Consolação de Deus? Não sujemos nossas vestes com o pecado e os prazeres deste mundo, mas pacientes e perseverantes esperemos pelo Senhor que irá redimir a nossa vida da escravidão do pecado.
Esperemos como Simeão, com justiça, piedade, espiritualidade.  

 Em segundo lugar notamos que Simeão entregou sua alma para ser consolada.
Lucas nos informa que movido pelo Espírito Santo, Simeão encontrou-se com Jesus e se entregou totalmente a Ele:

2.27-28 Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava,

Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:


Simeão tinha uma alma a ser consolada, e quando viu a oportunidade, não hesitou, tomou o pequeno Jesus nos braços, provavelmente com 40 dias de nascido, e louvou a Deus por ter presenciado a sua salvação.
Mas uma vez o caráter espiritual de Simeão é destacado. Como acreditar em uma criança recém-nascida, frágil, e incapaz de realizar qualquer coisa? Simeão deixou-se influenciar pelo Espírito Santo, o Consolador, que o conduziria até o Outro Consolador, Jesus o Messias, que mesmo ainda uma criancinha, podia dar esperança de salvação para Simeão.
A entrega da alma de Simeão para ser consolada é expressada através do seu cântico, conhecido como: Nunc dimittis, palavras latinas que significam: “agora despede”.   
O cântico de Simeão demonstra a atitude de alguém que estava esperando por algo e esse algo chegou.

2.29-32 Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra;

porque os meus olhos já viram a tua salvação,

a qual preparaste diante de todos os povos:

luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel.


Simeão ao encontrar Jesus se entregou totalmente a Ele, viu nEle o cumprimento da promessa de consolação de Israel feita por Deus. Simeão se dá por satisfeito, completo, e como tendo alcançado o objetivo de sua vida, podendo naquele momento ter sua vida findada, pois tudo o que ele almejou durante sua existência, ele encontrou naquele momento em Jesus, sua salvação, sua consolação.
Muitos encontram a consolação de suas almas, mas não estão dispostos a se entregar, não são ousados em tomar Jesus em seus braços, e olhar para ele, a salvação de sua alma.
Ao invés de entregarem sua alma a Jesus, se entregam aos prazeres do mundo, ao consumismo desenfreado, aos prazeres carnais. Enganam sua própria alma, e cada dia mais se distanciam daquele que pode consolar sua alma cansada.
Por outro lado, acredito que a maioria de nós já entregamos nossa alma para ser consolada por Jesus. No entanto, muitas vezes nos pegamos ainda vazios, como se faltasse algo na nossa vida, ou mesmo como se ainda tivesse algo que virá dar um sentimento de satisfação, um sentido, uma existência.  
O que mais devemos almejar nessa vida? O que mais Simeão almejava? A salvação em Cristo Jesus. O que mais almejamos?
Se já encontramos aquilo que almejamos, a nossa vida estará satisfeita. Se encontramos Jesus, o salvador da nossa alma, então estamos satisfeitos. Por que o que tinha de mais importante para a minha existência era isso, ter a alma salva.  
Mas, por que que apesar de ter Jesus como o meu salvador, ainda não tenho satisfação de vida? É porque os seus valores estão equivocados. O mundo prega uma insatisfação com aquilo que você conseguiu, no sentido de que você pode sempre mais.
O seu grande desejo era uma casa. Você consegue adquiri-la, mas com o passar dos anos, você acha ela pequena, encontra vários defeitos, e agora quer uma outra maior, e assim vai. Não é errado procurarmos o melhor para nossa vida, errado é colocarmos nossa vida sempre em torno do que é melhor, pois o que o mundo define como melhor hoje, amanhã será ultrapassado.
Por isso, que muitas vezes nossas vidas ainda estão vazias, e estamos tentando preencher com presentes de Natal, festas, entretenimento, e outras atividades aparentemente não pecaminosas.
Todavia, quando nossa alma é entregue totalmente para Deus ela goza de plena satisfação.
O que de fato deve satisfazer nossa vida aqui nesse mundo é a nossa salvação em Deus. Se estamos convictos de nossa salvação então, podemos dizer para Deus que pode nos despedir em paz.
O grande alvo da nossa existência deve ser nossa salvação, pois é a única coisa que vamos levar aqui deste mundo.
Nossas vestimentas por mais caras e bonitas que sejam não vamos poder levar, recebemos novas vestes do Senhor.
Nossas bens e tesouros não iremos poder levar, onde vamos morar, as ruas são de ouro.
Então porque estamos focando nossa satisfação em coisas que não terão valor na vida por vir? Ou porque estamos colocando em risco a nossa fé, por coisas que se limitarão apenas a esta vida?
As palavras de Simeão nos trazem uma grande lição:


Minha vida deve ser dotada de satisfação,
porque em Jesus encontrei a salvação,
posso não ter ouro ou prata,
não ser rico ou mesmo diplomata,
mas em Cristo vivo Feliz,
porque acredito o que a Palavra de Deus diz:
estou pronto para ir aos teus braços de amor
pois os meus olhos viram a  tua salvação, meu SENHOR.

FELIZ JESUS NA TUA VIDA!




quarta-feira, 26 de novembro de 2014

SEDE SANTOS

O livro de Deuteronômio é formado por vários sermões que Moisés estava pregando para o povo de Israel que peregrinou quarenta anos no deserto.
Moisés preocupado com esta nova geração que estava prestes a entrar em Canaã, sob o comando de Josué, dá a eles vários lembretes da Lei do SENHOR e como eles deveriam se comportar na terra prometida.
Os versículos de 1-6 do capítulo 7 se referem a uma aliança que Deus fez com o povo no momento em que Moisés sobe novamente com as tábuas para Deus escrever nelas os mandamentos. Moisés recebeu estas palavras de aliança quando estava lá no monte, logo depois do evento do bezerro de ouro. (Ex 34.10-17)
Após repetir a aliança feita há quarenta anos, nos versos 1-5, Moisés apresenta a razão para o povo de Israel se manter longe dos povos cananeus mundanos. Os israelitas deveriam se separar, por que eles já tinham sido separados por Deus.
Moisés diz: “porque tu és povo santo ao SENHOR teu Deus”. Esta palavra na origem de sua raiz transmite a ideia daquilo que é cortado, no sentido de separado. Este verbo no AT tem um uso restrito à esfera religiosa. Ele é traduzido por: consagrar, santificar, preparar, dedicar.
O adjetivo, a forma que aparece em nosso texto, se refere ao estado de alguém ou algo que foi separado para o sagrado, em contraste com o comum ou mesmo profano.
Em todas as Escrituras temos um chamado a santidade. Deus separou o povo de Israel para Ele. Estes deveriam cultivar vidas exclusivas para Deus. Israel deveria ter consciência de que era o povo santo de Deus.
Deus os separou para a santidade, isto quer dizer, que Israel praticaria as obras de Deus, sua vontade, seus ensinos, diferentes dos povos mundanos.
Moisés acrescenta no verso 6 que: “o SENHOR teu Deus te escolheu, para que lhes fosse o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra”.
Como mencionamos Deus separou Israel para a santidade, e não somente para isso, mas Moisés detalha mais esta separação. Eles não deveriam ter consciência apenas de serem um povo santo, mas serem o povo santo do SENHOR.
Israel era o povo de Deus, em Ex 19.5 Deus já havia advertido que se eles fossem fiéis a sua aliança, seriam sua propriedade peculiar, seu tesouro particular.
Israel era para Deus assim, como uma propriedade que ninguém meche, toca, como algo especial, algo que pertencia a Deus. De todos os povos da terra, Deus escolheu Israel, para ser seu.
Deus nos separou para uma vida de santidade. O que isto significa: Ele nos tirou do uso comum, ou mesmo profano para viver para Ele. Deus olhou para nós e nos escolheu para vivermos para Ele.
Ele nos separou de nossas vidas comuns ou mesmo mundanas para o uso exclusivamente seu. Isso é santidade. Termos a consciência de que nós agora não vivemos mais para nós mesmos, ou para o mundo, mas para Deus.
Imagina como é difícil ter uma vida exclusiva para Deus?
Santidade não quer dizer que agora todas as nossas atividades devem ser religiosas, e que você deve se dedicar totalmente para o serviço de Deus em um mosteiro, ou em um seminário, mas que todas as nossas atividades da vida devem ser feitas com a plena consciência de que sirvo a um Deus santo e que todas as minhas ações devem refletir um padrão de santidade.
Na minha vida familiar, devo ser santo, no meu trabalho, devo ser santo, minhas transações devem ser santas; nos meus estudos, devo ser santo, no trânsito, devo ser santo, no futebol, devo ser santo, no salão, devo ser santa, em todas as áreas da minha vida devo exercer a santidade.
  Deus me separou para um viver que o agrade. As vezes até oramos pedindo uma vida santa, mas não sabemos exatamente o que é a santidade. É como se fosse algo muito longe, abstrato, é para o pastor, ou para aquelas pessoas que não experimentaram no mundo o que eu experimentei.
Não é assim. Santidade é para todos, e não importa como você usava a sua vida, agora você deve usá-la para Deus.
Nunca esqueça: Deus me escolheu e me separou para Ele, agora vivo para o seu inteiro agrado, vivo para fazer a Sua vontade santa e expressar no meu caráter ações santas.
Foi o que o apóstolo Paulo disse: logo, já não sou eu que vive, mas Cristo vive em mim, e essa viver que agora tenho, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gl 2.20
Deus espera isso de nós, uma vida de inteira separação para ele.

Francisco Soares Teixeira Júnior