segunda-feira, 28 de março de 2011

A Morte de Cristo


Para muitos a morte ainda é motivo de dúvidas e negações, pois há quem diga que Jesus não morreu e muito menos ressuscitou.

Alguns dizem que Cristo apenas desmaiou, ou ficou desfalecido, ou que a droga que ele tomou o fez ficar em coma e depois ele acordou no túmulo.

A evidência da morte de Cristo é maior do que a de quase todos outros eventos no mundo antigo. Tanto na literatura sagrada(Bíblia) quanto na secular, há evidência da morte de Cristo.

O Antigo Testamento previu a morte de Cristo. Uma dentre as passagens que previa que o Messias morreria está Isaias 53.5-10.

O próprio Jesus previu muitas vezes durante o seu ministério que iria morrer e ressuscitar Mt 17.22-23.

Em todo o Novo Testamento há evidencias da morte de Cristo.

Paulo em Rm 5.6. diz que porque Cristo, quando nós ai da éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 5.8.

I Pedro 3.18, diz que Cristo morreu uma única vez pelos pecados, para conduzir-vos a Deus.

João na suas visões em Apocalipse 5.9 do livro selado com sete selos, escuta o novo cântico que diz: Digno é de tomar o livro e de abrir os setes selos, porque foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda língua, povo tribo e nação.

A natureza da crucificação garante sua morte. Os ferimento de Jesus tornaram a morte inevitável.

Ele não dormiu a noite anterior a crucificação;

Foi espancado e acoitado, desmaiou ao carregar a cruz;

Ele ficou pendurado na cruz das 9:00 da manhã até antes do por do sol(Mc 15.25-33);

Sangrou dos ferimentos nas suas mãos e pés e dos espinhos que furaram seu couro cabeludo;

A crucificação exige que a pessoa constantemente se projetasse para cima pelas mãos, apoiando-se nos pés feridos, para respirar;

Além desses ferimentos o lado de Jesus foi traspassado com uma lança, onde saiu uma mistura de sangue e água, prova que sua morte física havia ocorrido (Jo 19.34).

Jesus disse que estava morrendo quando declarou na cruz: Pai nas suas mãos entrego meu espírito Lc 23.46.; E dito isto expirou.

Soldados romanos atestaram a morte de Jesus. Eles não acharam necessário quebrar as pernas de Jesus, pratica comum par acelerar a morte, pois impedia a respiração.

Pilatos certificou-se de que Jesus estava morto antes de entregar o seu corpo a José para ser enterrado Mc 15.44-45.

Além das testemunhas bíblicas, há evidencias da morte de Cristo em escritos seculares. Vários historiadores dos I e II séculos escreveram sobre a morte de Cristo.

O historiador judeu Flavio Josefo e o romano Cornélio Tácito registraram em seus escritos a morte de Cristo como fato incontestável.

Um historiador samaritano chamado Talo, ao discutir a respeito da escuridão que caiu sobre a terra durante crucificação de Cristo, referiu-se a ela como um eclipse.

Um escritor grego do II séc. Luciano, fala de Cristo como o homem que foi crucificado na Palestina, porque começou uma nova seita no mundo, ele o chama de sofista crucificado.

Houve também um escritor romano, Flégon que em suas crônicas disse: Jesus, quando vivo, não se defendeu de nenhuma das acusações que recebeu, mas ressuscitou dos mortos e exibiu as marcas do seu castigo, e mostrou como suas mãos foram furadas pelos cravos.

A morte de Cristo é um fato. Convencidos de que Cristo morreu, surge uma pergunta: Por que Cristo morreu?

Continua...

domingo, 27 de fevereiro de 2011


A Bíblia e a Morte - Parte 2

Em Romanos 6:11 diz: Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.

Neste verso Paulo aborda um terceiro tipo de morte, A Morte para o Pecado. Neste capítulo ele afirma categoricamente que aqueles que foram justificados(Rm 5) não poderiam mais viver no pecado, pois tinham morrido para ele(Rm 6.2).

Com isso Paulo quer dizer que o crente em Cristo que foi gerado por Ele recebeu uma nova vida, pois antes estava morto, e não deve deixar o pecado reinar em suas vidas, no sentido de obedecer aos desejos ilícitos da natureza pecaminosa, mas considerar-se mortos para ele, e usar os seus membros como instrumentos de justiça, uma vez que o pecado já não mais terá domínio sobre ele, por estar vivendo dentro da graça de Deus(Rm 6.12-14)

Aprendemos que a justificação em Cristo nos livra da condenação do pecado anulando o seu efeito destruidor sobre nós, nos libertando não somente de sua condenação eterna, mas também nos dando condições para viver uma vida de abandono das práticas pecaminosas(santificação).

A Bíblia também fala da morte da Morte, em 2 Timóteo 1.10 Paulo falando da manifestação da graça salvadora de Deus diz: e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho,...

Paulo deixa claro que Jesus matou(destruiu) a morte, trazendo vida e luz para aqueles que estavam mortos e nas trevas. Jesus venceu a morte quando ressuscitou dela. Até então a morte tinha sido surpreendida duas vezes, por Enoque e Elias, ambos por decisão divina não a provaram, e por algumas pessoas que ressuscitaram (filho da sunamita, Lázaro, etc.) mais que depois vieram a morrer, no entanto, sua surpresa maior foi quando Jesus a derrotou.

O apóstolo ainda menciona a derrota da morte quando faz referência nossa ressurreição, quando receberemos corpos incorruptíveis, ele diz: tragada foi a morte pela vitória(1 Co 15.54).

Aqueles que estão em Cristo podem ter a certeza de sua vitória sobre a morte e a esperança de que um dia receberão novos corpos, não mais sujeitos a sua corrupção.

Em Apocalipse 20:14 diz: Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.

Sabemos que todos os que morreram um dia ressuscitarão, os salvos em Cristo para a vida, e os descrentes para o juízo conforme as palavras de Jesus (João 5.29).

Mas antes de cada um seguir os seus caminhos eternos, todos hão de comparecer diante do Trono Branco de Deus e serão julgados segundo suas obras, e aqueles que os nomes não estiverem escrito no Livro da Vida serão lançados juntamente com a morte e o inferno no lago de fogo.

João classifica esta como a segunda morte que poderíamos chamá-la de Morte Eterna, pois depois dela o homem sem Cristo estará eternamente separado de Deus.

Acredito que será muito triste para aqueles que participarem da morte eterna, será como aqueles que tinham certeza que achariam o seu nome na lista dos aprovados e quando foram conferir para sua decepção os seus nomes não estavam relacionados.

Apesar da grande tristeza que a morte causa quando acomete algum ente querido, podemos ter a certeza do conforto divino e depois de superado podemos ajudar outros.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


A Bíblia e a Morte Parte 1

O que mais neste mundo seria indesejado, inesperado, inconsolável, entristecedor, surpreendente, estarrecedor, desanimador do que morte?

Apesar de não desejarmos, não esperarmos, não aceitarmos, não nos conformarmos, ela vem e nos pega de cheio, é como se o chão sob nossos pés sumisse e ficamos sem saber o que fazer. Sua dor é incalculável e o que nos resta agora são lembranças dos nossos entes queridos que se foram, e que com o tempo estas vão desaparecendo até nos acostumarmos com a ausência sofrida.

Mas o que a Bíblia fala sobre a morte? Será que sabendo o que ela diz a seu respeito poderemos nos sentir melhores?

A Bíblia destaca vários ensinamentos dentro os quais estão:

Em Romanos 5:12 diz: Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

Paulo nesse texto faz uma referência A Morte Física que entrou no mundo através do pecado. Inicialmente não existia a morte, ela não fez parte da criação de Deus, o homem em sua origem não fora criado para morrer.

O texto afirma que a morte física entrou no mundo por meio do pecado de Adão, sendo ela uma conseqüência direta de tal desobediência. Ela reinou sobre todos porque todos vieram a pecar.

Durante toda a história da humanidade apenas dois homens não passaram pela morte física, foram eles: Enoque, o homem que andou com Deus e Ele o levou para si e Elias que foi levado para o céu em uma carruagem de fogo. Mais algumas pessoas também não passarão pela morte física, são os salvos em Cristo que serão arrebatados vivos para céu no momento da sua Segunda Vinda(I Ts 4.17).

Em Colossians 2:13 diz: E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos;

Nesta passagem o apóstolo faz referência a um outro tipo de morte, A Morte Espiritual. Por morte entendemos separação, e neste contexto o homem fora separado de Deus quando pecou, pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus(Rm 3.23). Adão quando pecou foi expulso da presença de Deus.

Paulo mostra que antes dos colossenses conhecerem a Cristo eles estavam mortos em suas transgressões, mais uma vez fica evidente que além da conseqüência física o pecado também trouxe a morte espiritual para o homem que por sua vez só receberá vida através de Cristo.

Jesus falando para os judeus que estavam vivos disse: 1) aqueles que cressem em sua palavra passaria da morte para a vida; 2) e que viria a hora em que os mortos ouviriam a sua voz e viveriam, fazendo menção ao estado de morte espiritual do homem(João 5.24-25).

Este conceito de morte espiritual nos mostra o efeito danoso do pecado no mundo, a separação espiritual de Deus que por muitos ainda é ignorada. Vivem suas vidas religiosas e não percebem, assim como Nicodemos que precisam nascer espiritualmente para pode entrar no Reino de Deus(João 3.5).

terça-feira, 25 de janeiro de 2011


Cuidado com o Voto

É muito comum na véspera do ano novo fazermos uma reflexão da vida durante o ano que está se passando, avaliarmos as decisões tomadas, nos alegrarmos com as vitórias alcançadas e também, nos entristecermos com as perdas sofridas.

Além disso é comum também desejarmos uns aos outros votos de felicidades, saúde, paz, amor, dinheiro, sucesso, união, prosperidade, etc.

Mas, ainda há aquela prática de fazermos votos pessoais para o ano que se inicia, geralmente esses votos foram os alvos que estipulamos no ano velho e que não foram alcançados, e para desencargo de consciência repassamos para o ano que se inicia, sejam eles: um regime, um casamento, leitura bíblica, um cargo na igreja, um vestibular, uma mudança pessoal, enfim são muitos os votos que fazemos na virada do ano.

O problema não está nos votos e sim na falta de cumprimento destes, por isso para este novo ano, gostaria de chamar sua atenção para ter cuidado com os votos que fará.

Em Eclesiástes Salomão fala a respeito do voto. O que o pregador quer mostrar neste livro é que a vida sem Deus não tem nenhum sentido. No capítulo 5 ele discorre como também a religião pode se tornar vaidade. A religião sem Deus é tolice. O contexto dessa passagem é de adoração no templo de Deus. Era comum as pessoas irem ao Templo adorar a Deus, oferecer sacrifícios e fazerem votos.

No verso 2 Salomão fala a respeito do cuidado do voto, porque podemos votar de forma precipitada, ele diz: Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus, porque Deus está nos céus e tu na terra, portanto, sejam poucas as tuas palavras.

Neste verso Salomão nos adverte quanto àquilo que iremos falar. Votar de maneira impensada. Estar na casa de Deus e pronunciar juramento diante de Deus é tolice.

A palavra precipitar fala de alguém que está ansioso, alarmado, perturbado e nervoso. Quando estamos nessas condições emocionais, podemos agir de maneira impensada, pois o nosso estado emocional altera a nossa condição física e o nosso coração bombeia menos sangue para o cérebro nos tornando mais lento no raciocínio.

É isso que Salomão quer nos transmitir, cuidado com que tu vais dizer, não te deixes levar pelo momento. Isso nos faz lembrar quantas pessoas já fizeram votos diante de Deus aqui na Igreja de dedicação de vida, e hoje nem estão mais conosco. Eles foram precipitados em seus votos, deixaram se levar apenas pelo momento.

Em Pv 20.25 o mesmo Salomão nos alerta: laço para o homem o dizer precipitadamente: é santo! E só refletir depois que fizer o voto. Consagrar algo a Deus sem pensar ante, é como uma armadilha.

Em Jz 11.30 Jefté fez um voto precipitado que colocou a vida de sua filha em risco. Em 1 Sm 14.24-25,27 Saul também fez um voto precipitado, que pôs em risco a vida de seu filho.

A grande aplicação para nós é o controle da língua. Devemos controlar a nossa língua, sabendo que a língua é apenas o instrumento externador do coração.

Como Jesus disse, a boca fala do que está cheio o coração. Jesus ainda disse que seriamos julgados por todas as nossas palavras. Mt 12.34-37.

Cuidado com o que dizes na presença de Deus, pois de todas elas daremos conta. Ele é Deus e está nos céus, nós porém, homens e estamos na terra.

Palavras falsas, fingidas, de duplo sentidos, palavras maliciosas, enganadoras, tenhas cuidado, reflitas antes de falar.

Ele encerra essa primeira parte com um provérbio. No verso 3 diz: Porque dos muitos trabalhos vem os sonhos, e do muito falar, palavras néscias. Quem mais fala, tem maior probabilidade de pecar mais e de votar de forma precipitada.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Como saber a vontade de Deus?


Saber a vontade de Deus é um de nossos grandes dilemas da vida cristã. Tive um professor no seminário que em uma de suas aulas ele ilustrava esse dilema com o seguinte exemplo: caso ou compro uma bicicleta? Será que é ela? Será que ele? É esse carro? É esse sapato? É essa sandália? É essa profissão? É esse ministério? É esse país que eu vou?

Dúvidas como essas e outras são comuns em nossa vida cristã, mas o que fazer? A dica encontrada nos evangelhos, especificamente em João é que o homem precisa ter uma vida de comunhão com Deus para melhor saber Sua vontade.

O capítulo 6 de João inicia com a multiplicação dos pães e peixes, alimentando 5 mil homens. Depois Jesus de forma milagrosa aparece aos seus discípulos andando sobre o mar, e novamente uma grande multidão está a sua procura, não atrás de salvação, mas de pão. Jesus afirma que era o pão que desceu do céu, e o único que poderia matar a fome espiritual do povo

Nos versos 6.38-40 Jesus mostra claramente aqueles judeus qual seria a vontade de Deus em sua vida, vontade esta que era resultado da comunhão de Jesus com o Pai.

Note que Jesus diz: desci do céu, uma referência a sua origem, Jesus tinha vindo do céu. Antes de Jesus assumir a humanidade Ele existia no céu. No céu Ele desenvolvia um relacionamento com o Pai e o Espírito, um relacionamento de comunhão e amor.

Em João 17.20-26 – a oração de Jesus mostra a grande comunhão que Ele tinha com o Pai. Esta unidade de Jesus com Pai o fez perceber claramente a sua vontade.

Por isso, em Jo 6.38-40 Ele diz que veio fazer a vontade do Pai que era salvar os homens.

O exemplo da vida de Jesus nos mostra como saber a vontade de Deus. Depende do nível de comunhão que você tem com Ele. Quanto mais próximo você estiver de Deus, mais fácil será de fazer aquilo que o agrada. Quanto mais tempo de amizade e devoção o crente tem com o Senhor mais o conhecerá.

Lembre que não somente tempo de anos, ah eu tenho 15 anos de crente, mas tenho muitas dúvidas com respeito a vontade de Deus.

Não é somente ter muitos anos de crente, mas ter uma vida de qualidade em relação a comunhão com Deus. Você pode ter 15 anos de crente, mas quantas vezes ler a Bíblia por semana? Uma vez com muito sacrifício. Quantas vezes vêm a igreja? Uma vez a cada 15 dias.

Isso mostra que o seu relacionamento com Deus foi de forma superficial, sem interesse de conhecê-lo. Um relacionamento sem qualidade.

Acredito que se algum de vocês quisesse dar uma camisa de um time de futebol para um amigo conhecido a pouco tempo ficariam com uma dúvida em relação a saber qual time ele torce? Por que? Porque o tempo de relacionamento é pequeno, e a qualidade desse não é boa.

Mas se quiséssemos dá de presente uma camisa de um time de futebol a um amigo de longa data. Qual time seria? Fica fácil sabe por que? Por conta do maior tempo de relacionamento que você tem.

Essa ilustração mostra que quanto mais tempo tivermos comunhão com Deus, melhor saberemos a Sua vontade na nossa vida.

Este ensinamento nos leva a avaliarmos como temos desenvolvido o nosso relacionamento com Deus, se apenas superficial, é meio profundo, ou é muito profundo o meu relacionamento com Deus.

Devemos nos aprofundar em conhecer a Deus e sua vontade, pois é nisto que devemos nos gloriar, em conhecer o Senhor, como disse o Senhor por meio de Jeremias.(9.24).

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


"O Pão Nosso de cada dia dá-nos hoje" Mateus 6.11

Em 2004 a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), divulgou no dia 8 de dezembro, que morrem de fome, anualmente, pelo menos 5 milhões de crianças no mundo, o que dá uma média de um óbito a cada 5 segundos. Ou seja, desde que você começou a ler este parágrafo já morreram duas crianças de fome, pelo menos. Mais de vinte milhões de crianças nascem com o peso abaixo dos padrões mínimos, correndo maior risco de morte durante a infância.
Jesus em sua oração em Mateus 6 menciona que devemos clamar ao Pai pelo alimento diário. Desse ponto da oração de Jesus ela muda de foco, os primeiros pedidos da oração se voltaram a Deus e o seu Reino, sendo nesta segunda parte a oração de Jesus enfocará as coisas do cotidiano, assuntos do dia a dia das pessoas, a alimentação, perdão e tentação.
Mt 6.11 diz: “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” entendemos que Jesus está falando do alimento diário. O pão que nos é necessário, o pão diário, o pão futuro ou de amanhã. Esta expressão cada dia é única e aparece somente aqui em todo o Novo Testamento. Alguns sugerem que a base desse pedido de Jesus seja a provisão diária do maná, que não podia ser armazenado para dias futuros, exceto às sextas-feiras.(Ex 16).
Jesus em sua oração está mencionando uma necessidade básica do ser humano, a alimentação. É importante nós clamarmos a Deus para que nos sustente dia a dia.
Neste ponto Jesus mostra a importância de em nossas orações devam conter um pedido pela sua providência. Por providência quero dizer o sustento diário que Deus proporciona para todos, especialmente para os seus filhos. Deus não só está interessado na vida espiritual dos homens, mas também na vida física. Pois em certo sentido a vida espiritual depende da vida física. Como vou louvar se não forças por causa da fome? Etc.
É corretíssimo afirmar que Deus se importa com o bem estar das pessoas de modo geral. Deus está interessado nas necessidades físicas das pessoas. Jesus fez vários milagres no que diz respeito alimentação.
A pesca maravilhosa Lc 5.4-6.
Em Mt 14.13 Jesus multiplicou cinco pães de dois peixeinhos para cinco mil homens.
Em Mt 15.32 Jesus multiplicou 7 pães e alguns peixeinhos para 4 mil pessoas que estavam famintas, sem condições de chegar em casa sem uma alimentação.
Em Mt 26.26 Jesus mandou preparar uma ceia e alimentou-se com seus discípulos.
Em João 21 Jesus em sua terceira aparição fez com que os discípulos pescassem 153 grandes peixes e preparou peixe e pão para eles comerem.
Em Atos 14.15-18 Paulo destaca o grande cuidado de Deus para com todos em providenciar o necessário para a sobrevivência dos povos e o testemunho a respeito de sua grandeza.
De fato Deus sempre esteve muito interessado no sustento diário das pessoas, principalmente das pobres.
Em Lv 19.9-10 Deus ordena aos grandes agricultores que na sua colheita eles deixassem para os pobres.
Em Deuteronômio 15.7-8 existem leis acerca da ajuda ao pobre.
Em Provérbios há várias passagens que mostram a importância que Deus dá aos pobres
14.31 – Deus honrará aquele que se compadece dos necessitados.
19.17 – Deus beneficiará aqueles que ajudam os pobres.
22.9 – Deus abençoará o generoso,

Aplicação
Quantos temos orado por nosso sustento diário?
Talvez para muito de nós este pedido de oração de Jesus não tenha um grande impacto. Preciso orar pelo meu sustento diário se ganho por mês? Faço minha feira para o mês? Durante todo o mês não falta alimento na minha dispensa. Todo o mês ganho o meu ticket alimentação.
Todavia, mergulhando no contexto em que foi escrito entendemos melhor.
Vamos pensar na realidade dos discípulos e de Jesus com os discípulos.
Os discípulos eram pescadores dependiam da pesca diária para sua sobrevivência. O que eles pescavam eles comiam e vendiam para adquirir outros alimentos e necessidades diárias. Se um dia eles não conseguissem pescar nada, como de fato aconteceu nos evangelhos, em que eles passaram a noite toda e não pescaram nada, naquele dia eles não teriam o que comer.
Lembrem-se também que não havia frízer para estocar o que pescavam, e nem tinha ticket alimentação e no Atacadão da Judéia não aceitava cartão de crédito, ou tinha com que comprar, ou trocar ou voltava pra casa sem nada. Essa era a realidade dos discípulos.
A realidade dos discípulos com Jesus não era diferente. Todos eles não tinham emprego e nem uma renda fixa que pudessem se manter. Eles estavam sempre viajando, de lugar em lugar e muitas vezes não tinham tempo para trabalhar para ganhar o sustento do dia a dia. Logo Jesus e os discípulos precisariam muito do pão diário que Deus iria lhe dar.
Nesse sentido esta oração “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” tem muito sentido e por eles deveria ser muito praticado.
Apesar de termos nossos empregos e recebermos mensal, em certo sentido todos nós dependemos do sustento diário de Deus. Se você trabalha no comércio, diariamente você precisa fazer vendas para poder ganhar.
Se trabalhar na área da saúde, diariamente precisa de pessoas doentes para cuidar.
Se trabalhar no turismo, diariamente precisa de pessoas para hospedar e desenvolver seu trabalho.
Independente da forma como você ganhe seu dinheiro, você depende da presença diária de Deus para providenciar seu alimento.
Sem falar daqueles que são autônomos e dependem mesmo do sustento diário para satisfazer suas necessidades básicas.

Porque não temos orado com tanta persistência por nosso sustento diário?
Confiança excessiva.
Confiamos demais em nosso emprego fixo e sabemos que no final do mês o dinheiro é certo.
Confiamos nas facilidades de comprar de hoje. Mesmo sem dinheiro tenho um cartão de crédito que me permite comprar e depois pagar. Ou pq o dono da venda me deixa comprar e pagar depois. Tenho os tickets, ou tenho alguém para me dar.
Esquecemos que as empresas são falíveis, sem elas grandes ou pequenas.
Esquecemos que as pessoas são corruptas e podem diminuir seu salário sem explicações.
Esquecemos que podemos ser roubados no dia exato que recebemos o nosso pagamento, e mesmo que ele tenha sido colocado em sua conta, alguém pode ter clonado seu cartão e sacado seu dinheiro.
Esquecemos que algo de muito urgente possa acontecer que naquele mês você precise empregar todo o seu salário em uma doença ou algo mais grave.
Esquecemos que a falta de controle nas facilidades de compra podem nos levar a grandes dívidas.
Esquecemos que nosso sustento vem de Deus e a ele devemos clamar todos os dias.

Quanto temos nos importado com aqueles que não têm o sustento diário?
Como vimos Deus se importa com os pobres e nós também devemos fazer o mesmo.
Tiago em 1.27 vai dizer que a “religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”.
A pobreza é algo inevitável, Jesus disse os pobres sempre terão convosco repreendendo a avareza de Judas. Por mais que lutem contra a pobreza não conseguirão erradicá-la, talvez diminuí-la, mas não acabá-la.
Com isso nós devemos ajudar as pessoas que não tem o seu sustento diário, amenizar o seu sofrimento. Para você não pecar nessa área a nossa igreja tem uma sexta ali na entrada que você espontaneamente pode depositar alguns alimentos para ajudar famílias que precisam.
Você também pode ajudar de outras formas, não dando dinheiro, mas alimento para quem tem fome. Você pode fazer um sopão para aqueles que vivem na rua, você pode ajudar entidades sérias que ajudam pessoas desabrigadas ou pessoas que por um momento precisam de um apoio. Enfim as formas de ajudar são inúmeras, o que falta mesmo é a disposição para obedecer a ordem bíblica.
E nunca esqueça de pedir e agradecer a Deus pelo sustento diário.

sábado, 18 de setembro de 2010

Parte 3 - Jesus deixou a ordem para igreja fazer discípulos


Cristo não somente deixou o exemplo do processo de discipulado, como deixou a ordem para a Igreja discipular. Em Mateus 28 há a ordem de fazer discípulos de todas as nações, indo batizando e ensinando a guardar tudo o que Ele ensinou.
A igreja tem esta grande tarefa, fazer novos discípulos, assim como Cristo o fez, ensinar esses discípulos o que Jesus ensinou, de moldar o caráter desses novos crentes a imagem de Jesus, já refletida em sua vida.
Foi assim que Ananias por ordem do Senhor fez com Paulo(At 8.17-19), e depois quando desacreditado pelos discípulos Barnabé o tomou e o levou consigo aos apóstolos(At 9.27).
Da mesma forma Paulo faz com Timóteo, leva-o consigo o prepara para o ministério(At 16.3). Paulo o tem como um obreiro de caráter exemplar, um discípulo que serviu com ele, aprendeu e conviveu na expansão do reino de Cristo. Paulo o tem como um filho na fé, por isso o recomenda para a igreja de Filipos(Fl 2.23).
Depois de certo tempo de distância do filho na fé, Paulo orientado por Deus escreve instruções para o jovem pastor Timóteo, e na sua segunda carta ele orienta-o sobre o processo do discipulado. “E o que de minha parte ouvistes através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”. (2 Tm 2.2)
Mediante estas verdades das Escrituras sobre o discipulado, cabe a nós, hoje dá continuidade a esta tarefa iniciada por Jesus, continuada por seus apóstolos e pela Igreja. Vamos fazer discípulos, pois este é um privilégio maravilhoso que graciosamente o Senhor nos incumbiu.