domingo, 25 de março de 2012

O Amor Incondicional de Deus



Se você fosse escolher pessoas para uma partida de futebol e tivesse de um lado: Messi, Neimar, Cristiano Ronaldo e do outro pastor José, Antônio e Pedro, quais destes grupos você escolheria pra fazer parte do seu time?
Geralmente as nossas escolhas são baseadas em algum tipo de interesse ou vantagem que podemos tirar do resultado de tal decisão. Na escolha do time, por que você escolheria o time das estrelas? Porque você queria ganhar. O seu interesse era ganhar a partida de futebol. Assim, levamos a vida, muitas vezes com a falsa ilusão de que nossas escolhas devem sempre ter o critério da lei da vantagem.
E para amar qual critério usamos? Amamos aqueles que são receptíveis ao nosso amor; aqueles que são recíprocos; aqueles que nos valorizam por amá-los. Amamos aqueles que estão dispostos a nos amarem. Amamos de modo interesseiro.
No entanto, temos aprendido que amor não é só afeição, sentimento, mas também decisão. Amamos não somente porque nos traz uma sensação de bem estar, ou porque receberemos algo em troca, mas porque decidimos amar.
É sobre esta característica do amor de Deus que gostaria de meditar. O AMOR INCONDICIONAL, aquele amor que decide amar e que não é fundamentando naquilo que vai receber.

O texto base é: Dt 7.7-8 Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito.

1- Contexto

Moisés estar fazendo um discurso de despedida para o povo que iria herdar a terra de Canaã. O livro é formado em três sermões, sendo que o capítulo 7 está no segundo sermão que trata a aliança que Deus fez com seu povo.

Esta geração era nova, pois os rebeldes haviam morrido no deserto, salvo Josué e Calebe. Esta geração não tinha presenciado os milagres de Deus na saída do Egito, e nem davam conta de fatos importantes que levaram a Israel ser o que é naquele momento.

2- DT 7

1-5 – Moisés está exortando o povo sobre qual atitudes deveriam tomar quando entrassem na terra prometida.

v.2,5 - Eles deveriam destruir esses povos sem piedade. Eles deveriam acabar com toda a idolatria daquele povo.

v.3,4- Eles não deveriam fazer aliança com esses povos. Não realizar casamento misturando os povos, pois isso faria o povo a servir a outros deuses.

v.6- Deus escolheu Israel para ser o seu próprio povo.

v.7,8- mostra a intenção de Deus em amar Israel, foi simplesmente porque Ele quis amar.

O texto diz que o Senhor não teve afeição por que eles eram mais numerosos do que os outros povos, o contrário, eram os menores, mas por que o Senhor os amou.

Não teve o Senhor afeição- esta palavra fala de aquilo que se apega a algo ou alguém; indica aquele amor que já está ligado ao seu objeto. Para Deus, descreve seu amor para com Israel, como uma íntima e profunda afeição. Deus estava ligado a eles por sua própria vontade de amor, e não por causa de qualquer coisa boa ou desejável que tivessem.

Quem era Israel quando Deus os chamou? Um casal de velhos. Na verdade Israel ainda nem existia, nem no pensamento humano, visto que Abraão e Sara eram incapazes. Quem era Israel quando chegou ao Egito? 70 pessoas no meio de uma multidão.

Deus os chamou porque Ele quis, não por conta do que eles poderiam lhe retribuir. Talvez se fosse em nossa perspectiva diríamos: essa amizade só me deu prejuízo, aborrecimento.

Mas Deus se ligou a Israel com amor, um profundo sentimento de amor que supera toda retribuição do ser amado. Há várias passagens bíblicas que destacam o amor de Deus por Israel: Dt 4.37; Is 43.4; Jr 31.3; Ml 1.2; Mc 10.21; Jo 11.5.

3- Aplicação

É fato que Deus nos amou de maneira desinteresseira. Deus decidiu nos amar. Em Rm 5.8, 6, 10 fica claro que não nada em nós que O motivasse a nos amar.

Deus nos tem amado, a questão é o nosso amor para com Ele, pois saber que Ele nos ama de maneira incondicional, deve nos fazer refletir sobre a retribuição do nosso amor.

Por que você ama a Deus? Pelo que Ele é? Por ser Deus? Ou pelo que Ele faz?

Acredito que muitas pessoas estão à busca de Deus por conta dos benefícios que Ele pode dar para elas. Muitos estão O buscando pelo dinheiro, saúde, família, sucesso profissional. Se a sua busca a Deus se limitar a esses interesses, o seu amor por Ele será o mais vazio de todos. E certamente você o abandonará como muitos outros os tem abandonado, por não ter conseguido o que queriam.

Você ama a Deus? Você seria capaz de amar a Deus mesmo se Ele te mandasse para o inferno? Você seria capaz de dizer: Senhor mesmo assim eu te amo, porque decidi te amar. Acredito que não. Quebramos uma unha e queremos nos desviar de Deus como de fosse culpa dEle.

Você seria capaz de amar a Deus se Ele todos os dias te ofendesse sem motivo? Se todos os dias Ele fosse ingrato contigo? Se aquilo que você faz para Ele não valesse nada? Se por causa dEle o seu único filho morresse? Acredito que não. Mas é tudo isso que fazemos com Deus e Ele mesmo assim nos ama.

Deus nos ama, simplesmente por que decidiu nos amar. Seu amor deve nos motivar a amá-lo todos os dias de nossa vida.

Talvez se fosse Deus escolher jogadores para o seu time Ele escolheria os desconhecidos, e se perguntássemos o porque da sua escolha Ele responderia: escolhi porque os amei, me apeguei a eles por amor. E o jogo? É certo que vão perder. Não importa. O importante é que os amo. E ganhando ou perdendo eu continuarei amando-os.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

É no Espírito que devemos andar.

Nesta semana que passou o Brasil parou para a realização do carnaval, festa que tem suas origens na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa.

No Brasil a festa chegou a partir de 1723 sob forte influência europeia e perdura ainda até os dias de hoje, não tão diferente de como era feito em suas origens. Sabemos que o carnaval como seu próprio significado nos diz, é um período em que há um grande incentivo aos prazeres da carne. Os homens nesse período sentem-se mais a vontade para satisfazerem os desejos da natureza pecaminosa.

No entanto, para os verdadeiros cristãos, esta festa está em contradição com os princípios que Deus ensina em sua Palavra, pois o Apóstolo Paulo escrevendo ao povo de Deus que morava na região da Galácia (Ásia Menor), na carta aos Gálatas, por volta da década de 50 d.C. já os exortava a andar no Espírito e não na Carne.

Aos Gálatas 5.16-17

Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.

Deste texto podemos aprender algumas lições:

Andar no Espírito é uma ordem para o crente (Gl 5.16)

Note que o verbo está no modo imperativo, indicando uma ordem por parte de quem fala. Andar no Espírito não é opcional para o crente, mas sim um dever, faz parte das suas obrigações cristãs, ou melhor, caracteriza-o como cristão.

Andar no Espírito é um padrão para o crente (Gl 5.16)

A palavra andar significa comportar-se, conduzir a vida. Significa um tipo de comportamento que devemos ter. Na vida desenvolvemos certos hábitos que se tornam padrões para nós; da mesma forma, andar no Espírito é o padrão de vida que todo cristão deve ter, almejar, buscar, lutar para conseguir.

Andar no Espírito ajuda-nos a não satisfazer os desejos da carne (Gl 5.16)

A palavra concupiscência significa “um forte desejo” pelas coisas proibidas. Um desejo incontrolável que requer sua satisfação. Seria como se Paulo dissesse assim: Vivam de acordo com o Espírito de Deus e não completeis os desejos proibidos da vossa natureza pecaminosa.

Andar no Espírito ajuda-nos a vencer as batalhas espirituais (Gl 5.17)

Paulo também nos mostra que há uma luta entre a carne e o Espírito. Porque a Carne, a nossa natureza pecaminosa, tem desejos que são contrários aos desejos do Espírito. Os dois estão em ação contínua de oposição. E o que vai vencer será o que mais você se alimentar.

Alimentar o Espírito requer disciplina. Oração, meditação na Palavra, jejum, comunhão com os irmãos e serviço são algumas maneiras de alimentar o Espírito. Já alimentar a carne é só não praticar nenhum desses itens citados acima. É preciso reconhecer que há uma luta interna na vida do cristão e que precisa preparar-se para vencer.

Esse é o desafio para aqueles que dizem ser cristãos, dizer não a cultura pecaminosa dessa sociedade pervertida e sim aos exercícios espirituais que nos aproximam mais de Deus e do caminhar cristão.

Pr Francisco Júnior:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Carnaval


Neste mês o Brasil comemora umas das maiores festas do ano, o Carnaval. A festa da carne.

O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" do grego significa carne e "valles" significa prazeres.

O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias nas ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as atividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.

No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.

Atualmente o carnaval tem um tempo em que as pessoas usam para satisfazer os seus desejos pecaminosos, bebida, prostituição, nudez são as obras da carne que eles estão praticando. No entanto, a Bíblia ensina que devemos andar no Espírito e jamais satisfazer os desejos da carne (Gl 5.17), cadê o povo que se diz cristão? Esse é o momento de obedecer a Bíblia.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O Ano Novo e as Simpatias


Mais um ano chegou para vivermos a vida, e como todo começo de ano muitas promessas, votos, e simpatias são feitas. Não vamos comer peru, galinha, pato, pois todos ciscam para trás, pode trazer má sorte para o novo ano; vamos nos vestir de branco para que nosso ano seja de muita paz; vamos dá alguns pulinhos para que os problemas possam passar sem que percebamos; esse ano eu faço o meu regime, esse eu caso, etc.

Esses e outros são simpatias e promessas que alguns fazem todo começo de ano. É lógico, o ano novo tem todo um significado especial, apesar de ser apenas mais um dia de nossa vida, um dia que se passa como todos os outros debaixo sol.

O que precisamos entender é que não é o tipo de comida, vestes, pulos ou promessas que vai mudar nosso novo ano, mas sim, uma atitude nova do coração, pois se não mudarmos nosso coração, entraremos o ano novo, com os mesmos velhos hábitos do ano que passou.

Deus quer de nós uma mudança de coração para esse novo ano, promessas feitas no coração e cumpridas com determinação e dependência do Senhor; Ele requer de nós um coração vestido de branco, isto é, um coração purificado do pecado e de toda má consciência.

Essa deve ser a atitude diante de um novo ano, nos despir do velho homem com seus feitos e nos revestir do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento. (Cl 3.9-10)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Primeiro Natal



Natal é época marcada pelo comércio. Culturalmente época de se comprar presentes. Pela crianças é nutrida a falsa esperança de que o bom velhinho Papai Noel, irá dar presentes para todas as crianças que pedirem.

Mas se fôssemos olhar apenas por este aspecto de presente quem de fato deveria ganhar presentes? Quem de fato é o homenageado no dia 25 de dezembro? Jesus, Ele é o aniversariante, se tivéssemos a oportunidade de dar um presente a jesus, qual presente seria?

O primeiro natal aconteceu e algumas pessoas procuraram Jesus e lhe deram presentes, foram eles os magos do Oriente.(Mt 2.1-12)

Qual presente você daria para Jesus?

O primeiro presente que os magos deram a Jesus foi sua ADORAÇÃO (Mt 2. 1-8)

Quem eram os magos do oriente? vs.1

O nosso texto como se pode perceber fala da visita dos magos a Jerusalém. Eles vieram do Oriente.

O termo mago é usado por Heródoto, uns dos grandes historiadores gregos, para falar de uma tribo dos medos, que ocupavam função sacerdotal no império persa; em outros escritos clássicos aparece como sinônimo de sacerdotes. Complementando isso, Daniel aplica a palavra a certa classe de sábios ou astrólogos que interpretavam sonhos e mensagens dos deuses. No NT o seu uso se expande para incluir todos aqueles que praticam artes mágicas.

Esses magos registrados em nosso texto eram astrólogos religiosos não-judeus, que seguindo suas observações astronômicas, inferiram o nascimento de um grande rei judeu. Há numerosos registros de antigos astrólogos interpretando fenômenos astronômicos como anuncio de nascimento de reis.

É provável que esses astrólogos tivessem vindo da Babilônia, onde teriam tido contato com exilados judeus e a oportunidade de desenvolver grande interesse pela vinda do Messias.

O que eles vieram fazer?

Os sábios estavam a procura do recém-nascido Rei dos judeus para adorá-lo. vs.2 A palavra adorar significa prostrar-se para adorar, reverenciar, prostrar-se diante de alguém. Esta palavra era usada para designar o costume de prostrar-se diante de uma pessoa e beijar-lhe os pés, a orla da sua veste ou o chão.

Qual a reação de Herodes, o Grande?

O rei Herodes ficou alarmado.vs.3 Literalmente sacudido, agitado; figuradamente remexido, perturbado, inquieto, lançado em uma grande confusão. Note que não somente o rei, mas todos o seu povo.

É lógico que tal visita com uma pergunta tão ousada, causasse tamanha inquietação na elite que detinha o poder. Principalmente porque o domínio de Herodes estremecia sobre todo o país. Sendo mestiço, idumeu e judeu, ele perdia o apoio dos judeus no seu reinado. Naquela época havia uma expectativa generalizada de um rei universal que apareceria e traria uma era de ouro, cheia de paz e prosperidade para o povo.

O rei Herodes procurou saber onde o Cristo havia de nascer.vs. 4-6 Eles tinham noção da vinda de Cristo, sabiam que um dia a profecia de Miquéias iriam se cumprir, mas não deram tanto crédito, pois não enviaram ninguém com eles para fazer uma busca mais minunciosa.

O rei Herodes queria saber o tempo exato que a estrela aparecera a eles. vs.7 A ideia de saber a idade serve para a execução do plano maligno de Herodes executado no verso 16.

O rei Herodes queria adorar falsamente a Jesus. vs.8 De fato Herodes não queria adorá-lo, mas sim eliminá-lo, para não ter nenhum concorrente no seu reinado.

APLICAÇÃO

Apesar de não sermos os donos da festa, é certo que todos aqui recebemos presentes, ou ainda vamos receber, ou nos demos presentes, e nós sabemos que apesar de passageiros esses presentes nos trouxeram alegria, uma sensação de importância e valor, eles lembraram de mim.

Mas hoje, você tem a oportunidade de pensar: qual presente vou dar para o verdadeiro dono da festa?

A sugestão dos magos é adoração. Dê de presente a Jesus sua adoração.

Adorar a Jesus é tratá-lo com respeito, reverência, é reconhecer sua grandeza e superioridade e se entregar a Ele humilhado, prostrado rendido diante do grande rei do universo.

Quantos hoje não estão adorando verdadeiramente a Jesus? Estão buscando Jesus apenas com um pretexto, assim como Herodes que disse aos magos que queria adorar Jesus, mas na verdade queria sua morte.

Muitos hoje pensam que estão adorando Jesus, mas na verdade estão adorando o presépio, a imagem de escultura tão condenada por Deus, ou ainda adoram o menino Jesus, como se ele não tivesse crescido e morrido por nós.

Outros adoram a si mesmo, suas roupas, seus presentes, seus bens, sua vida em si. Não recordam que o aniversariante é Jesus e Ele quer receber sua adoração.

Adoração seria o melhor presente que você poderia dar neste natal para Jesus, mas é a verdadeira adoração, a adoração espiritual, não apenas de olho fechado, mas a de um espírito quebrantado diante de Deus.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Jesus e os Olhos


São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão! Mt 6.22-23

Em primeiro lugar devemos cuidar de nossos olhos por conta do que os nossos olhos são (22) (lâmpada)

O que Jesus quer dizer com esta frase? Os nossos olhos são lâmpada do corpo.

Os olhos como lâmpada do corpo significa que eles são como uma luz que direcionarão os caminhos em que o corpo deverá seguir.

Assim como a luz ilumina os caminhos nos dando uma direção para seguir, os nossos olhos determinarão também o caminho que nosso corpo seguirá.

O nosso corpo é escravo dos nossos olhos. Só pegamos aquilo que vemos; só andamos por determinados lugares porque vemos; compramos porque vemos(se eu comprei esta blusa foi porque fui atraído pelos olhos); só ouvimos a mensagem com atenção porque vendo. Todos aspectos da nossa vida giram em torno da nossa visão.

Mas o que Jesus quer dizer com olhos? É mais que lógico que Jesus está usando uma linguagem figurada. O versículo anterior pode nos ajudar na interpretação da palavra olho. Jesus conclui falando sobre o perigo das riquezas e, que o nosso coração é quem determinará o tipo de riqueza que vamos escolher para a vida. É ele quem escolhe para nós aquilo de maior valor que achamos.

Então nos versos 22-23 Jesus continua falando mesmo assunto, o coração, mas em uma linguagem diferente. Quando Jesus fala dos olhos ele está se referindo ao coração, mostrando que assim como a lâmpada ilumina e direciona-os ao caminho, o nosso coração determina quais atitudes nosso corpo tomará. Na verdade o meu corpo segue o comando do meu coração.

O olho então é um bom indicador dos pensamentos íntimos do coração. Quando Jesus fala de olho está se referindo ao que somos lá no íntimo do nosso ser (caráter), fala também de quem somos(atitudes), pois nosso corpo expressará através de atitudes aquilo que eu sou, o que eu creio, penso, fala também do que é importante(valores), nossa vida é orientada por valores que são resultado do que eu tenho do coração etc.

O que Jesus quer que entendamos é que:

Os nossos olhos refletem quem eu sou, o que eu tenho lá dentro. Por que escolho azul e não vermelho? Por que escolho pão e não frutas? Por que escolho o Flamengo e não Palmeiras? Se você não sabe é simples: o seu coração escolheu.

Os nossos olhos direcionam o nosso corpo. O meu corpo é escravo do que eu sou. Se você decide não vir a igreja e fazer outra coisa é porque o teu coração decidiu isso. Se você decide não servir a Deus é porque o teu coração te induziu a isso.

As nossas atitudes são um reflexo do que eu sou, e daquilo que valorizo. Por isso cuidado com os teus olhos(coração), pois eles determinarão suas escolhas.

Em segundo lugar devemos cuidar de nossos olhos por conta do que eles podem ser (22) Uma lâmpada boa e queimada.

Jesus diz que se teus olhos foram todo o teu corpo será luminoso. Em Lucas 11.35-36 Jesus diz que se os nossos olhos forem bons, o nosso corpo será luminoso e resplandecerá como uma candeia quando ilumina em plena luz.

Jesus aqui destaca o tipo de luz que podem ser os nossos olhos. Ele fala da potencialidade do nosso coração.

Jesus destaca que o nosso corpo agirá de acordo com o comando dos olhos. Se tivermos olhos bons, todo o nosso corpo será bom.

Se lá no meu coração eu tenho cultivado bondade, o meu corpo expressará através de atitudes bondades. E como Jesus disse será como uma candeia que ilumina um lugar escuro.

Os olhos são como um espelho do íntimo do homem. Eles revelam o que está no nosso coração.

A Bíblia diz que os nossos olhos podem ser:

· Pv 22.6 – generosos

· Jó 22.29 – humildes

· Ez 16.5 – piedade

· 2 Rs 6.17 – visão espiritual

Jesus também falou que nossos olhos podem ser maus. Em Mt 6.23 Ele disse que se a luz que há em ti, quer dizer: os teus olhos, sejam trevas, que grandes trevas serão. Os olhos maus não só nos levarão as trevas, mas a grandes trevas.

Em Lucas 11.35 Jesus ordena que devemos reparar que tipo de olhos temos, para que não sejamos enganados por nós mesmos. O contexto de Lucas é de rejeição ao ministério de Jesus, eles queriam um sinal, mas Jesus não daria senão o de Jonas. Jesus os alerta mostrando que os seus corações poderiam ser maus, por isso o estavam rejeitando.

Os olhos são como um espelho do íntimo do homem. Eles revelam o que está no nosso coração.

A Bíblia diz que os nossos olhos podem ser:

· Inveja – Pv 23.6, Mt 7.22

· Altivez – Pv 6.17, Is 2.11

· Zombaria e desprezo – Pv 30.17

· Cobiça – Ec 4.8

· Cegueira – Mt 13.15

Aplicação

Quais são os nossos olhos? Que tipo de olhos temos?

Olhos de luz ou de trevas?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Gideão e o altar de Baal


Deus ordena a Gideão destruir o altar de Baal que pertencia a seu pai(Jz 6.25). Imagine a tarefa que Deus deu a Gideão. O pai de Gideão era do dono do altar, fora ele quem havia construído e provavelmente quem comandava os sacrifícios e a adoração ao deus.

A tarefa foi difícil duas vezes, porque além de Gideão destruir o altar de seu pai, ele deveria usar os bois de seu pai para destruir. Seria muita ousadia da parte de Gideão fazer isso, mas foi assim que Deus mandou.

Deus mandou Gideão acabar com os símbolos idolatras que eram: o altar de Baal e o poste-ídolo.

A palavra Baal significa senhor, dono, marido. Baal era o deus adorado pelos cananeus e fenícios. Acreditava-se que dava fertilidade ao ventre e chuva vivificante a terra. A adoração a Baal incluía a prostituição religiosa e às vezes até mesmo sacrifícios de crianças.

O poste-ídolo era o nome dado a uma imagem feita em homenagem a Aserá, considerada pelos cananeus como sendo a “deusa mãe”. Normalmente, essa imagem ficava exposta junto à de Baal, “o deus da promiscuidade”: Por ser feita do tronco de árvores, essa imagem se parecia muito com o membro sexual masculino, por isso foi considera uma imagem abominável pelo rei Asa.

Deus mandou Gideão destruir o altar de Baal de seu pai com um boi de seu pai, pegar o poste-ídolo que feito de madeira cortar, fazer um altar para o Senhor e com a madeira do poste-ídolo sacrificar o boi de seu pai.

Já parou para perguntar porque Deus mandou Gideão usar um boi, não poderia ser um camelo, um burro, elefante, tele guincho. E além disso, boi de sete anos? Esse boi provavelmente era boi maduro, que já havia chegado a idade adulta, e que estava sendo preparado para ser oferecido em sacrifício a Baal.

Baal era retratado como um guerreiro em pé encima das costas de um touro, símbolo popular de força e fertilidade. Em algumas vezes também ele era retratado como um touro.

Deus queria mostrar para o povo idolatra que Baal não passa de uma invenção humana, e que poderoso só existe um que é Ele. E que o altar de Baal seria destruído pelo símbolo que o representava.

Talvez fosse mais fácil para Gideão se o dono do altar fosse aquele vizinho perturbador, aquele que bota o som alto, que coloca lixo na frente da sua casa, que deixa infiltrar água nas suas paredes. Talvez esse, Gideão fosse até com mais vontade, é agora que me vingo.

Mas não, Deus mandou Gideão destruir o altar de Joás, seu próprio pai. Essa ordem de Deus causou medo em Gideão, o verso 27 diz que ele temeu a casa de seu pai, mas mesmo assim Gideão rompe com os laços familiares para obedecer a Deus.

Deus quer que você seja ousado para reavivar sua família para ele. É lógico que se você mora com alguém que tem imagens em casa, não é para chegar quebrando tudo dizendo foi assim que Gideão fez e o pastor falou hoje. Não. O contexto foi outro.

Deus quer que você denuncie a frieza espiritual, não importa quem seja, seu pai, sua mãe, seus irmãos, filhos.

Deus deseja que seja ousado para de forma muito sábia promova um retorno dessas pessoas para Deus.

Quando se trata de obediência a Deus, não existe pai, mãe, autoridades, mas sim, o censo de dever a Deus, pois é mais importante obedecer a Deus que os homens.

Talvez você já tenha desistido de incentivar seus filhos a lerem a Bíblia, ou deixado de chamar seu marido a vir a igreja, já é adulto, já sabe o que quer, ou não tem feito mais os cultos domésticos, já entreguei tudo, desisto, não agüento mais.

Não. Deus quer que você levante a bandeira do reavivamento e lute que a sua família sirva a Deus com devoção e amor. Deus quer te usar para causar uma transformação no seu lar, na igreja, seu trabalho, etc.