domingo, 2 de junho de 2019

“Paixão” pela Pureza


É muito verdade que as Escrituras dizem que, no final dos tempos, o amor de muitos esfriará. No entanto, essa verdade não se aplica à paixão, pois podemos perceber uma real diferença entre amor e paixão. De fato, vivemos uma época em que há mais paixão e menos amor. Na verdade, muitos não sabem nem o que significa o amor.
Então, será comum encontrar pessoas apaixonadas em nossa sociedade. O grande problema está em o que ou pelo que as pessoas estão cheias de paixão. Podemos afirmar que o homem tem vivido uma confusão em relação as suas afeições. Os indivíduos têm cultivado uma paixão, ou um “amor” desvirtuado. Estão se apaixonando não somente por pessoas, mas também por coisas.
E como a paixão é algo passageiro e muitas vezes sem racionalidade, a juventude acaba dizendo não à moralidade para satisfazer desejos temporais e mundanos, em troca de uma satisfação pessoal. Não ligam para sua integridade ou pureza moral.
Hoje, muito mais, os jovens precisam desenvolver uma paixão pela pureza, como foi sugerido pelo tema. Mas, prefiro dizer: “um amor verdadeiro pela pureza, já que em muitos casos, a paixão é algo doentio e de curta duração. 
Nas Escrituras, encontramos várias exortações para fugirmos desse tipo de conduta, e cultivarmos uma vida de amor e santidade na presença de Deus. A Bíblia tanto nos mostra o que é a pureza, quanto a sua importância e como preservá-la. 
Quando pensamos no tema paixão pela pureza, olhando no viés das Escrituras, estamos querendo dizer que temos uma essência e que não devemos deixar essa essência ser contaminada com o pecado.
Paixão pela pureza significa que eu vou me esforçar ao máximo através dos meios espirituais, para não permitir que outras essências se agreguem a mim. Então, paixão pela pureza é termos uma conduta que repudia o pecado e não se contamina com as suas impurezas.
A pureza é importante, porque Deus a considera assim. Os salmos 24.3-5 faz uma restrição às pessoas que habitarão na presença de Deus - somente aquelas que tem um coração puro e mãos limpas. Jesus, nas bem-aventuranças, disse que somente os limpos de coração verão a Deus (Mt 5.8).
Essa importância dada à pureza é exemplificada através dos meios que Deus deixou para alcançá-la. Por exemplo, o Salmista, nos Salmos 119.9, faz uma pergunta: “De que maneira guardará o jovem puro o seu caminho? ” A resposta é através da Palavra de Deus.
A Bíblia é uma grande ferramenta para nos ajudar a manter nossa pureza diante de Deus, e agregado às Escrituras está nossa devoção a Ele. Foram essas as palavras de Tiago em 4.8: “Chegai-vos a Deus, ... “purificai o vosso coração”. Uma vida de intimidade com Deus através da oração e meditação nas Escrituras nos conduzirá no caminho do amor pela pureza.
Apesar das aparentes dificuldades de nossa geração, é plenamente possível cultivarmos uma vida de santidade e fidelidade, negando as paixões mundanas da mocidade, seguindo a verdade, o amor e a fé, pela qual agradaremos a Deus.  Por isso, sempre avante! Sejam fortes e perseverantes!

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Implicações de Jesus ser o nosso Cordeiro de Páscoa




Os símbolos existem para representar algo ou alguém. Uma bandeira de um país, por exemplo, com seu desenho e suas cores representam aquela nação. No entanto, alguns símbolos com o passar do tempo, perderam o seu significado original, ou foram substituídos por outros, e assim por diante.
Essa verdade é bem real quando pensamos na páscoa bíblica e seu significado.  Hoje, infelizmente, até mesmo no meio cristão, temos símbolos mundanizados que representam a páscoa moderna. Vinho, peixe, ovos e coelhos de chocolate, pão em formato de Jacaré, são alguns símbolos que representam a páscoa atualmente mundanizada.
Todavia, para o povo de Deus que tem a Bíblia como a Escritura inspirada, só existe um símbolo representante que aponta para o real significado da páscoa: O Cordeiro. Apesar do mundo tê-lo substituído por algo mais bonitinho e atraente, é responsabilidade dos filhos de Deus, preservar o cordeiro como o único símbolo que aponta verdadeiramente para Cristo. Não somente preservar uma imagem, mas meditar e anunciar as implicações disso.
Uma implicação de Cristo ser o nosso Cordeiro de Páscoa é que somos libertos do Juízo do Pecado. O cordeiro na primeira páscoa possibilitou ao povo de Israel, não sofrer os efeitos danosos da décima praga, que Deus estaria enviando para punir os deuses do Egito.
Desde o início, Deus havia advertido o faraó por meio de Moisés que ele teria que deixar Israel, seu primogênito ir, caso contrário, Ele mataria o primogênito de faraó, conforme Êxodo 4.22-23.
Como Faraó não creu em Deus, e muito menos deixou o povo ir, Deus enviou a Praga dos Primogênitos. Porém, diferente das outras, essa praga iria também atingir o povo de Israel. Por isso, Deus estabeleceu a Páscoa. A celebração da Páscoa iria livrar o povo do juízo de Deus sobre a nação incrédula do Egito.
Quando observamos Êxodo 12 onde encontramos o relato da Páscoa. Nos versos 1-4, Deus orienta ao povo sobre a data, o mês e o cordeiro para a celebração da páscoa. Nos versos 5-8 Deus fala sobre a perfeição do cordeiro, o horário do sacrifício, as portas marcadas com o sangue, e a refeição de carne assada, pães e ervas amargas. Nos veros 12-14, Deus mostra o que iria fazer naquela noite. Naquela noite o Senhor passaria pela terra do Egito, e feriria todos os primogênitos, do homens e animais. Deus executaria o juízo sobre os deuses do Egito.
Notem que a páscoa tem um contexto de punição, de julgamento, uma ocasião quem que Deus estaria derramando sua ira sobre a nação rebelde do Egito.
No entanto, para o povo de Israel, Deus, conforme o verso 13, o sangue do cordeiro nas portas das casas, seria o sinal, para que quando o Senhor passasse executando o seu juízo, aquele sangue seria um sinal, de que alguém já havia morrido no lugar do primogênito.
Páscoa significou isso: o Senhor passaria por cima da casa dos israelitas que havia sacrificado o cordeiro e passado o seu sangue nas suas portas, impedindo que o poder destruidor executasse aqueles primogênitos.     
Todos os israelitas que acreditaram na Páscoa, tiveram seus filhos primogênitos salvos. Eles desfrutaram da liberdade por exercerem fé naquilo que Deus havia estabelecido. Qualquer israelita ou mesmo egípcio que não confiou na morte substituta do cordeiro, naquela noite, quando o Senhor passou, teve seus primogênitos mortos.
Observe o versículo 12.29: Aconteceu que, à meia-noite, feriu o SENHOR todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até ao primogênito do cativo que estava na enxovia, e todos os primogênitos dos animais”.
Nesta história, aprendemos que o principal personagem da Páscoa foi o cordeiro, sua morte substitutiva, seu sangue marcado nas portas, possibilitou o livramento do povo de Israel da praga destruidora.
   A grande verdade é que em todo o Antigo Testamento, a morte do cordeiro sempre significou o livramento daquele que o sacrificou. Quer dizer, o cordeiro estava sendo morto no lugar de seu dono. No episódio da provação de Abrão em sacrificar Isaque quem morreu no seu lugar? Um cordeiro. Deus providenciou um cordeiro para substituí-lo. Foi assim que Deus estabeleceu.
No entanto, observamos várias passagens que nos mostram que um dia esse sacrifício seria substituído. Temos várias evidências que apontam para a temporariedade desse tipo de sacrifício. Apesar de ter sido estabelecido por Deus, ele apontava para algo que viria no futuro.
Pois o autor de hebreus em 10.4 diz: “é impossível que o sangue de touros e bodes remova pecados”. Os sacrifícios do Antigo Testamento apontavam para algo maior e perfeito que seria realizado no futuro.  
Ainda mesmo em Isaias 53 temos uma descrição do Messias como servo, ele é comparado a um cordeiro, que daria a sua alma como oferta pelo pecado. (Observem os versos 7,10-11.)
O próprio Deus o moeu recebendo a sua vida como oferta pelo pecado, para que através de sua morte, muitos fossem justificados, pois ele estaria levando suas iniquidades.
Essa é a figura que Isaías transmite para o povo de Israel. Um servo como cordeiro, justificando, levando sobre si, e para longe as iniquidades de todos os que creriam no seu sacrifício substitutivo.
Por seis vezes encontramos a expressão sobre si, fazendo alusão aos cordeiros que levavam o pecado sobre si, e por isso, morriam. E como no dia da Expiação, aqueles dois cordeiros, um morto, e o outro mandado para longe, carregando os pecados do povo.
Todavia, o servo Cordeiro do Cântico de Isaías, não encerraria a sua missão com a morte, como todos os outros cordeiros faziam. Apesar de ter derramado sua alma na morte, Ele continuaria vivo, e receberia os despojos do fruto do seu penoso trabalho, e teria dias e uma posteridade prolongada.   
Esse era o Cordeiro, que Israel deveria esperar, na verdade o super Cordeiro, que resolveria de uma vez por todas o problema do pecado. Por isso, quando João Batista avistou Jesus ele diz: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo1.29).
Quando João viu Cristo, percebeu a consumação de todo o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento. O Cordeiro perfeito chegou, esse sim, tirará o nosso pecado, pois ele é o Cordeiro que Deus preparou.
João Batista entendeu perfeitamente, e por isso se tornou seu precursor, preparando o caminho para Jesus, pregando sua primazia, sua divindade, anunciando um batismo de salvação através de Jesus Cristo.
Foi essa mensagem que Filipe explicou para o Eunuco, oficial da rainha dos etíopes. Qual passagem ele estava lendo? Isaías 53.7. Em Atos 8.32 encontramos esse relato. A pergunta do eunuco, era se o profeta estava falando dele mesmo, ou de outra pessoa. A partir daquela passagem Filipe anuncia Jesus levando-o a fé no Cordeiro, o verdadeiro Filho de Deus.
O apóstolo João em Apocalipse 5, descreve uma visão aterrorizante do livro selado com sete selos, e do Cordeiro. Nesta visão, no verso 2 um anjo pergunta quem era digno de abrir o livro e desatar os selos, mas não havia ninguém, e por isso, João tomado de pânico chorava muito.
Até que um anjo consola João dizendo que o Leão de Judá venceu para abrir os selos. O interessante é que João não vê um Leão, mas sim um cordeiro. (Ap 5.6-14).
5 Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos. 6 Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra. 7 Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; 8 e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, 9 e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação 10 e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. 11 Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, 12 proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. 13 Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. 14 E os quatro seres viventes respondiam: Amém! Também os anciãos prostraram-se e adoraram.
Isso é páscoa, Jesus o Cordeiro que foi morto, e que através do seu sangue comprou para Deus as pessoas que creram no seu nome. 
A Páscoa inicialmente livrou o povo de Israel da praga destruidora, e como consequência disso, o povo também foi liberto da escravidão do Egito. Por isso, a Páscoa deveria ser uma festa celebrada em todos os anos da história do povo de Israel.
Todos os anos, eles lembrariam que o sangue daquele cordeiro livrou-os da destruição de todos os seus primogênitos, e pôs um fim na escravidão do Egito.
Para nós, que estamos vivendo na presente era, a Páscoa simboliza nossa salvação do poder destruidor que o Senhor executará no dia do Juízo. Um dia, o Senhor executará o seu juízo sobre o pecado, punirá todos os deuses das nações. No dia do Senhor, todo joelho irá se dobrar diante de Cristo, e toda língua confessará que Jesus é o Senhor.
Esta salvação só é possível porque o próprio Deus enviou o Cordeiro perfeito para morrer em nosso lugar. Jesus nos substituiu na sangrenta e dolorosa cruz. Com a sua morte recebemos a vida, e com o seu sangue derramado temos o total livramento da ira vindoura. Isso é a nossa páscoa.  
A Páscoa, embora aponte para nossa salvação, ele também nos lembra da condenação, pois assim como no Egito o Senhor passou e o seu juízo executou sobre os deuses egípcios, um dia Ele ainda passará, seu juízo exercerá, sobre todos aqueles que o sangue do Cordeiro Jesus Cristo, vieram a desprezar.
Por isso, precisamos nos avaliar e refletirmos sobre a nossa vida com Deus, se realmente entendemos o verdadeiro significado da páscoa, ou estamos com a nossa mente confusa com a páscoa mundanizada de nossa época.


Francisco Soares Teixeira Júnior